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Essa convenção, em maio de 1776, instruiu unanimemente Jefferson e os demais delegados da Virgínia ao Congresso a buscarem “uma Declaração de Independência clara e completa”. Ao mesmo tempo, decidiu aprovar uma declaração de direitos. Problemas de saúde retardaram a chegada de Mason até 18 de maio de 1776, após a votação, mas ele foi nomeado para um comitê liderado por Archibald Cary, encarregado de redigir uma declaração de direitos e uma constituição. Mason duvidava que o Comitê Cary, composto por trinta membros, conseguisse produzir algo valioso de forma coletiva, mas surpreendeu-se com a rapidez dos trabalhos — rapidez à qual sua própria atuação certamente contribuiu. Em 24 de maio, o presidente da convenção, Edmund Pendleton, escreveu a Jefferson sobre as deliberações do comitê: “Como o coronel Mason parece ser o responsável pela grande obra, tenho grandes esperanças de que ela seja elaborada de modo a alcançar seu objetivo: prosperidade para a comunidade e segurança para os indivíduos”. Mason, trabalhando em uma sala da Taberna Raleigh, redigiu uma declaração de direitos e um plano de governo, provavelmente para evitar que propostas superficiais ou inviáveis fossem apresentadas. Edmund Randolph recordaria mais tarde que o rascunho de Mason “engoliu todos os outros”. A Declaração de Direitos da Virgínia e a Constituição da Virgínia de 1776 foram obras coletivas, mas Mason foi seu principal autor.
Fontes: pt.wikipedia.org
Ele provavelmente trabalhou em estreita colaboração com Thomas Ludwell Lee; o rascunho mais antigo preservado apresenta os dez primeiros artigos escritos à mão por Mason, e os dois últimos por Lee. O texto baseou-se na Magna Carta, na Petição de Direitos inglesa de 1628 e na Declaração de Direitos daquele país de 1689. O primeiro artigo de Mason seria logo parafraseado por Jefferson na redação da Declaração de Independência Americana. A partir do primeiro artigo, que enumera os direitos do homem, Mason derivou os dispositivos seguintes, deixando claro que a função do governo é assegurar e proteger tais direitos e que, se falhar nesse dever, o povo tem o direito de alterá-lo ou aboli-lo. A propriedade não poderia ser tomada para uso público sem o consentimento do proprietário, e um cidadão somente poderia ser vinculado por uma lei aceita por ele próprio ou por representantes eleitos. Se acusado, teria direito a julgamento rápido e local, com base em acusação formal que lhe fosse comunicada, bem como o direito de apresentar provas e testemunhas em sua defesa. Quando a convenção iniciou o debate sobre a declaração, logo surgiu impasse quanto à primeira frase do Artigo 1, pois alguns temiam que implicasse que os escravos eram iguais a seus senhores. A questão foi resolvida com a inclusão da expressão “quando entram em um estado de sociedade”, excluindo assim os escravizados.
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Mason discursou repetidamente ao longo dos cinco dias de debate, empregando uma oratória que um ouvinte descreveu como “nem fluida nem suave, mas de linguagem vigorosa, porte muito impressionante e reforçada por um cinismo mordaz quando a provocação o tornava oportuno”. A Declaração de Direitos foi aprovada pela convenção em 12 de junho de 1776. Posteriormente, surgiram declarações contraditórias de membros da convenção (inclusive de Mason) sobre a autoria de determinados artigos. Randolph atribuiu a Henry os Artigos 15 e 16, mas o Artigo 16 (relativo à liberdade religiosa) foi redigido por Madison. Mason seguiu o modelo da legislação inglesa ao redigir um texto que exigia tolerância às religiões minoritárias, mas Madison insistiu na liberdade religiosa plena, e Mason apoiou a emenda de Madison assim que ela foi apresentada. O rascunho do comitê, provavelmente redigido em sua maior parte por Mason, recebeu ampla divulgação (a versão final, em menor grau), e suas palavras — “todos os homens nascem igualmente livres e independentes” — foram posteriormente reproduzidas nas constituições estaduais da Pensilvânia a Montana; Jefferson refinou a redação e incorporou essas ideias à Declaração da Independência. Em 1778, Mason escreveu que a Declaração de Direitos “foi fielmente imitada pelos demais Estados Unidos”. Isso era correto: sete dos estados originais, além de Vermont, uniram-se à Virgínia na adoção de uma declaração de direitos. Quatro deles especificaram direitos protegidos no próprio corpo de suas constituições.
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=== Constituição da Virgínia === Mesmo antes de a convenção aprovar a Declaração de Direitos, Mason já estava empenhado na elaboração de uma constituição para a Virgínia. Ele não era o único a dedicar-se a essa tarefa; Jefferson enviou diversas versões da Filadélfia, uma das quais forneceu o preâmbulo da constituição. Meriwether Smith, do Condado de Essex, pode ter preparado um rascunho, mas o texto não sobreviveu. Como não se conhece um original manuscrito por Mason, não é possível determinar em que medida a versão final foi redigida por ele. Em 22 de junho de 1776, porém, William Fleming enviou a Jefferson uma cópia do rascunho apresentado ao Comitê Cary, informando que “o plano impresso em anexo foi elaborado pelo coronel G. Mason e por ele apresentado ao comitê”. Mason apresentou seu plano entre 8 e 10 de junho de 1776. Nele, o novo estado era denominado "Commonwealth of Virginia" (Comunidade da Virgínia), nome escolhido deliberadamente para indicar que o poder emanava do povo. A constituição previa uma Câmara dos Representantes eleita anualmente por homens que possuíssem ou arrendassem propriedades, ou que tivessem gerado três ou mais filhos virginianos. A maior parte do poder governamental ficava concentrada na Câmara dos Representantes — o governador não podia sequer vetar um projeto de lei e só podia atuar como comandante da milícia estadual mediante aconselhamento de seu Conselho de Estado, cujos membros eram eleitos pela legislatura.
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